"Entretanto, não me confunda..." (Friedrich Nietzsche)

"Mostre-se sem medo. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo, e a vida é pra se mostrar. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais se perca no caminho." " É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se ao fracasso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota!"

Saturday, May 01, 2010

O que a gente fala quando não tem nada interessante a dizer? Olhos atentos anseiam por um texto forte, que evoca imagens brilhantes, nítidas, claras, que fazem viajar e viver aquele mundo imaginado e ancorado por palavras. Essa semana recebi o melhor elogio que poderia receber sobre meu blog. Muita gente pergunta por que eu não costumo escrever nele com mais freqüência. Até acredito, ou quero acreditar que tenho algo aproveitável a dizer. Mas por que me impingir tamanho esforço se já tem tanta gente por aí dando opinião, tantas linhas editoriais de diferentes jornais, revistas, sites, blogs, twitter (não sei mexer, nem tenho a menor intenção de aprender)?Ou seja, o que minhas modestas palavras floreadas haveriam de acrescentar a tanta info ou deformação que tem por aí?! Voltando ao que eu dizia, não escrevo, primeiro, porque apesar do que minha mãe diz, não tenho tempo! Ouviu, mãe? Tá lendo? Queria ver você viver minha vida por um dia! (ria, mãe, ria), Segundo, há alguns anos, eu tive um blog fechado (como uma boa tampa de privada) que usava como terapia e descarga dos meus dejetos emocionais, que evidentemente eu não gostaria que ninguém lesse, nem tivesse o prazer de se deleitar com o ''tarô" da minha vida de impúbere ermitã. Sim, prezados. Esta pessoa que vos fala já teve sua fase ''bicho-do-mato'', daqueles que não saem da toca nem se esta toca for no Morro do Bumba, numa segunda-feira de abril. Me delicio quando as pessoas não conseguem acreditar, é sinal de que prosperei no meu intento, não só de vencer a timidez, como de superar qualquer diagnóstico de insanidade mental. Faço questão de ser doente, até atingir o meu platô (ou, sendo chic como Charles Aznavour que encerra meu texto, plateau). A fase de equilíbrio ainda não chegou, mas pelo menos não sou mais dependente de álcool. Isso já é um bom começo, certo? Pois bem. Um outro motivo foi eu ter feito uma pequena divulgação narcísica deste no meu msn. Choveram comentários elogiosos (alguns devidamente exagerados :P)e eu passei por um período de atormentado bloqueio criativo (ou, como queiram, preguiça). Como boa orgulhosa e babaca que sou, me senti no dever de agradar aos meus leitores. Principalmente àqueles que se espantaram ao confrontar a Adriane que eles conhecem com aquela que tem alguma cultura. Certamente, na cabeça de muitos, passou a ideia de que talvez eu fizesse um ''copy & paste" de algum bem-aventurado qualquer. Não. Sou eu mesma. E quanto mais desacreditam, mais eu me sinto elogiada, mais eu me sinto pressionada, e mais eu escrevo nada! Tentarei me superar nos próximos dias.

Ouvi essa coisa a tarde inteira, na voz do octogenário Charles Aznavour (sim, o homem ainda vive! e eu já tinha matado ele há uns bons 5 anos ou mais; quer dizer, desde que sei que ele existe/existiu, já achava que ele estava morto). E como um bom vinho francês, velho e da melhor qualidade. Che c'est triste Venice, como toda música que cola no hipotálamo, me obrigará a ficar o resto da semana imaginando como é triste Veneza... aaaaaaahhhhhh.... tá!



Que c'est triste Venise
Au temps des amours mortes
Que c'est triste Venise
Quand on s'aime plus
On cherche encore des mots
Mais l'ennui les emporte
On voudrais bien pleurer
Mais on ne le peut plus

Que c'est triste Venise
Lorsque les barcarolles
Ne viennent soulignerQue des silences creux
Et que le coeur se serre
En voyant les gondoles
Abriter le bonheur
Des couples amoureux

Que c'est triste Venise
Au temps des amours mortes
Que c'est triste Venise
Quand on s'aime plus
Les musées, les églises
Ouvrent en vain leurs porte
Inutile beautéDevant nos yeux déçus

Que c'est triste Venise
Le soir sur la laguneQuand on cherche une main
Que l'on ne vous tend pas
Et que l'on ironise
Devant le clair de lune
Pour tenter d'oublier
Ce qu'on ne se dit pas

Adieu tout les pigeons
Qui nous ont fait escorte
Adieu Pont des Soupirs
Adieu rêves perdus
C'est trop triste Venise
Au temps des amours mortes
C'est trop triste Venise
Quand on ne s'aime plus
....................Je voudrai mourir a Venise............................