"Entretanto, não me confunda..." (Friedrich Nietzsche)

"Mostre-se sem medo. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo, e a vida é pra se mostrar. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais se perca no caminho." " É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se ao fracasso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota!"

Wednesday, August 26, 2009

O Papa tem seu avião, anda de Mercedes blindado e passa férias no Castel Gandolfo. Por que tanto alarde sobre o enriquecimento dos bispos da Universal? Se uma multidão de incautos resolve doar o que tem e o que não tem para uma igreja fazer templos bregas, isso não é um problema do país.

Monday, August 24, 2009

Não há garantias de que antigamente se sofria mais de amor do que nos dias de hoje. Mas sofria-se. E era um sofrimento silencioso, mais dolorido. As grandes dores são mudas. Abrir-se com os amigos e com o analista, que pagamos para nos ouvir, abranda nossa dor. Sofre-se calado, no abrigo escuro do quarto. Abre-se a torneira do banheiro e queda-se ali, misturando as lágrimas à água do chuveiro. Sai do banheiro curada do amor impossível, porém, não raro, resfriada e febril. Adoecendo com o sofrimento que nos causa a inútil paixão. Quando se conhece uma jovem magra e com olheiras, percebe-se logo que está doente, e que sua doença tem nome e sobrenome: amor não correspondido. Que custa a passar, quando passa. E quando passa, mas não cura? Meses depois, já noiva de um rapaz ou mesmo casada, pode-se ouvir, do mais fundo do seu peito, um suspiro involuntário. E sob a roupa de linho, um arfar de seus seios. Presenciar uma saída à francesa da sala, para que uma lágrima não lhe aflore aos olhos, à vista de todos. Então já não se disse que só existe um tipo de amor eterno, que é o amor não correspondido?
Uma frase perdida: "A vida é sempre em volta". A pergunta metafísica: "Que fazer do homem que não gasta seu destino?". Uma dúvida de fé: "Se Deus existe, por que nunca desceu pra ver meu espetáculo?. Epitáfio proposto: "Tarde demais." (...)



Segunda-feira, 24 de agosto: um dia competindo em tons amargos de cinza lusco-fusco, com os restos mortais da minha evanescência... talvez as 2 últimas semanas pra competir em importância no filme mental de toda minha vida, às vésperas das minhas últimas 2 semanas de estadia neste paraíso profano. Música dolorosa e incinerante. E tirando o viés romântico, que nada tem a ver com a estória, particularmente apropriado ao momento. A voz dos Caymmi compensa qualquer depressão siberiana destas últimas nebulosas tardes de inverno ameno e tropical. Sem maiores platitudes e chorumelas, fico por aqui.



NÃO SE ESQUEÇA DE MIM

Onde você estiver, não se equeça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver não se esqueça de mim

Sunday, August 23, 2009

" ... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido. "

Friday, August 21, 2009

Nietzsche X Platão


Platão desenvolve suas idéias em ‘’Alegoria da Caverna’’ expondo de forma metafórica um problema que sobreviveria a ele e a todos os seus discípulos: a dificuldade do homem em lidar com o novo e enfrentar seus paradigmas e conceitos pré-estabelecidos, sempre em busca de uma sustentação confortável e que alimente as expectativas de segurança e status quo, livrando-o do fardo de simplesmente andar com suas próprias pernas, inquirir, desconfiar, perscrutar, questionar o que lhe é mostrado pelo chamado ‘mundo sensitivo’.

A história começa descrevendo um grupo de homens amarrados de forma que não possam mover nem pescoço nem pernas, na frente de um fogo que reflete as sombras de criaturas inanimadas carregadas nas costas por andantes, criaturas estas vistas por cima do muro e tomadas por reais, dada a impossibilidade de movimentação dos prisioneiros e de contarem apenas com o uso de suas faculdades sensórias como base: o que vêem, o que escutam (o eco das conversas, que eles julgam serem das criaturas inanes) e, a partir desse contexto limitado, tiram suas conclusões.

Em determinado momento, um dos presos é libertado e tem a oportunidade de conhecer o mundo do lado de fora. Num primeiro momento, ele é tomado por uma sensação de fraqueza, dor e ofuscamento. Ao mover músculos inertes por tantos anos (considerando-se aí os motores, mas numa clara alusão à ‘musculatura intelectual’), encarar uma luz desconhecida e além de sua capacidade de suportar, ele sucumbe e não consegue enxergar claramente aquela novidade que se descortina diante de seus olhos.

Em princípio, tomado por uma sensação de impotência, ele se vira contra a luz, renegando-a, talvez a temendo. Depois de anos na escuridão e na imobilidade, é compreensível a dificuldade de fitar diretamente coisas desconhecidas, amedrontadoras, em pleno dia. Ele leva um certo tempo até poder olhar diretamente e, de forma gradual, primeiro observa as sombras de objetos, os reflexos na água, os astros celestes à noite, até poder elevar os olhos em direção ao astro-rei, o sol. Assim como na escala de crescimento, ele vai desde as instâncias mais baixas, até alcançar finalmente a luz e o discernimento maior.

Após finalmente deixar de lutar contra suas próprias crenças diante do novo, sente uma necessidade, quase uma obrigação, de voltar à caverna e dividir com os antigos companheiros, ainda imersos na ignorância, a riqueza do mundo que acabara de desvendar, pleno e sem as limitações com as quais esteve durante toda a vida. Como aconteceu com ele mesmo ao deixar a caverna, naturalmente a reação de seus ex-companheiros foi de descrença e chacota. O próprio sujeito estaria colocando sua vida em risco se tentasse inculcar em tão viciadas mentes a idéia do novo e do ilimitado que conheceu, uma evidente alusão à morte de Sócrates, quando tentou convencer a tribuna ateniense de suas descobertas, ou simplesmente levá-la a refletir por si mesma.

O comportamento de se opor, até mesmo lançando mão da violência, em defesa de tão estimados e seguros conceitos, postos ali em xeque, é perfeitamente compreensível, tratando-se de pessoas que passaram toda a vida crendo que apenas o que viam e escutavam, e então tirando conclusões precipitadas, significava a realidade. Forçado a pensar ou a agir por conta própria, é humano esquivar-se ou simplesmente fazer piada, mascarando neste comportamento o medo de se lançar a novos desafios e ações, limitando-se àquilo que é confortável, palpável, durável e, principalmente, conhecido.

Este conto é considerado umas das mais intuitivas metáforas já escritas acerca do comportamento humano, e até hoje alvo de discussões, pois trata de um assunto universal, de uma espécie de doença de paralisia que acomete todas as pessoas, em uma ou outra área, em todos os tempos e, por ser característica intrinsecamente humana, dificilmente vai sair de pauta. A caverna seria como a realidade do homem que nada se permite além de considerar aquilo que seus sentidos lhe oferecem, perecendo de crítica, reflexão ou julgamento. A saída da caverna seria o encontro com aquilo que foi negado e obscurecido lá dentro, a luz, o conhecimento, a verdade. O canal dessa verdade é o filósofo, encarnado pelo homem que consegue se libertar das amarras da prisão física e mental. Não habituado com tamanha luminosidade, acostumado a viver na penumbra ou mesmo na escuridão, ele se retrai no começo, e só pouco a pouco vai conseguir encontrar sentido, através de análise e reflexão, e plenitude naquilo que aparece de novo.

Friedrich Wilhelm Nietzsche, imortalizado por sua frase ‘’Deus está morto’’, traz uma discussão controversa, fazendo incansável uso da riqueza da língua alemã, numa prosa em forma de aforismos, complicada e de múltiplas interpretações, protagonizada por um sujeito autodenominado Zaratustra. Após passar 10 anos isolado numa montanha, em processo de autoconhecimento, Zaratustra resolve descer ao vale, levado pela necessidade de anunciar suas descobertas reflexivas durante o período meditativo de purificação interior. Assim Zaratustra desde em seu ocaso, numa comparação com o sol que desce do alto do céu ao se pôr.

Chegando à cidade mais próxima, ele se põe a conclamar ao povo a superação do homem atual, e promete ensiná-lo o ‘’super-homem’’ (übermensch). Faz uma comparação entre o macaco e o homem, à suposta superioridade deste em relação àquele, igualmente entre o homem e o super-homem. Faz ataques ao cristianismo, ao platonismo e a todos os pregadores que põem a metafísica acima da vida terrena, que fazem promessas em forma de palavras vãs de uma suposta bem-aventurança no além-morte, chamando-os envenenadores e desprezadores da vida. Roga que as pessoas permaneçam fiéis a terra e não se deixem levar por esperanças além dela, num desprezo à valoração do místico e transcendente, “atribuir mais valor às entranhas do imperscrutável do que ao sentido da terra”, o que significa caminhar em direção ao super-homem, a transição que leva do macaco ao homem médio e à sua versão mais elevada.


Ao contrário de Platão, que valorizava os atributos da alma, Nietzsche, na pele de Zaratustra, condena a forma desdenhosa como o corpo era tratado em detrimento da alma que, personificada em um trecho da obra, ‘’outrora, olhava desdenhosamente para ele’’. Repreende, ainda, a volúpia cruel da alma contra este corpo. Para ele, fundamental não era procurar uma saída nas frestas deixadas à margem da terra. O correto, o moralmente aceitável, era encontrar ali, naquela terra, a realização que os pregadores do paraíso diziam existir além dela. E que essa terra um dia se tornasse do super-homem.

Ironiza alguns valores excelsos e diz que a hora do grande desprezo chega e com ele, a felicidade se converte em náusea, e tudo não passa de ‘’miséria, sujeira e mesquinha satisfação”. Questiona a razão, a virtude, a justiça e a compaixão. Será que a razão cobiça o saber com a voracidade de um leão, o seu alimento? A virtude gira em torno do dualismo de ser bom e não ser mal? Há, ainda, uma condenação irônica à compaixão por meio da qual aquele que mais amou os homens foi crucificado. Ele não quer a compaixão, não a que crucifica.

Não há um ser sobrenatural ou um sítio elevado que possa estender o homem às alturas. É este homem, o super-homem o meio e a causa da iluminação, que transcende as crenças além do homem, comparado a uma negra nuvem, que libera o raio iluminador, ele mesmo.

Embora adeptos de filosofias diametralmente opostas, ao menos se tratando de assuntos afeitos à religião e à metafísica, os dois autores citados narram fictícias histórias que convergem no final de seus personagens. Ambos foram desacreditados. Zaratustra resolveu que ensinaria àqueles que tivessem ouvidos para suas palavras e pernas para segui-lo, os dispostos a construir em cima de uma tábua vazia (tabula rasa), os inventores, os inovadores. Não se podem mudar crenças individuais arraigadas simplesmente pela persuasão unilateral, por mais ardilosa que seja, e por mais talentoso o orador. O prisioneiro não poderia obrigar ninguém a reverenciar a beleza assustadora de fora da caverna, se dentro dela, por mais obscuro que fosse, era seguro e natural para eles. O risco do novo talvez não valesse a pena.
ECLIPSE


Há um ano, dois meses e 19 dias (antes das 23h, evidentemente), o topo da América, quiçá em dezembro (por favor, me deixem tirar os pés por um segundo do asfalto), do mundo. Dois de julho de 2008. Uma data pra não ser esquecida. E uma data pra nunca mais ser lembrada. Quilos de pós-de-arroz, camisas amarfanhadas com cheiro de naftalina colorindo cada canto da cidade, gritos contidos e sonhos engavetados por anos, talvez décadas, de frustrações e vexames. Todos eles mirando num só endereço: inaugurado para outro vexame (desta vez, nacional) em 1950, o Estádio Jornalista Mário Filho, um dos escassos orgulhos deste país, o Maracanã. A comparação do ‘’Macaranazzo’’ de 50 à final de 2008 não cai como uma luva, cai como uma segunda pele. Novamente um time hispano-americano que acaba com o sonho de um primeiro título de projeção internacional, no mesmo gramado, não mais cinza sem cores, agora verde, verdíssimo, aguardadíssimo, de um time brasileiro. Além da diferença de tecnologia, para a seleção brasileira, depois disso, viriam 5 iguais a esse perdido... apenas 5 décadas depois. E o Fluminense, será que em 2058 vai se dar ao luxo de ser o maior vencedor das Américas? (Riam, rubro-negros, foi uma piada especialmente feita pra vocês). A verdade é que a decadência do futebol carioca, e do brasileiro em geral, salvo raríssimas e louváveis exceções, é inconteste. Falta investimento, falta organização, falta profissionalismo e, principalmente, falta estímulo a esses jovens que vêem no futebol a única possibilidade de uma vida viável. Outro dia li com penar uma reportagem sobre um garoto de 16 anos, desse mesmo time que faz pular meu coração mesmo jogando a Terceira Divisão, que seria vendido ao exterior. Como pode essa figura abstrata, impessoal, que você pode trocar sem ser multado, que você escolhe sem imposição, causar tanta comoção em sentimentos tão contraditórios? Numa fatídica final de fim de inverno, faz um órgão vital saltar a batimentos impensáveis pra um ser humano vivo. E segundos depois, após algumas cobranças de pênaltis pra decidir quem ia pagar o churrasco dos casados e solteiros, dá pra sentir a pulsação ir a zero. Você viaja no tempo e vê toda aquela trajetória, todo aquele carnaval branco, verde e grená, acabar numa dolorosa quarta-feira de cinzas. No lugar da festa, a tristeza. O grito calado à força pelo silêncio aterrador. Os olhares brilhantes dão lugar à opacidade de um mirar perdido naquilo que foi durante meses um sonho ininterrupto, um hibernar iniciado no frio de um Equador lá em cima, a milhares de pés do nosso mar e das nossas modestas ilusões. Na dúvida de um time inexperiente e acuado por uma competição internacional. Que virou esperança depois de rodadas surpreendentes de vitórias que convencem, e muito, um coração acostumado a ouvir piadas. Agora nós fazíamos as piadas. A vaga esperança virou certeza depois da melhor campanha. Uma certeza cheia de dúvidas, mas ainda assim uma certeza. Porque a gente precisava acreditar. O resto é história. Os dois mais tradicionais times da América despachados com autoridade. Não era mais esperança, não era nem sequer certeza. Certeza era muito pouco pra um time tão destinado a ganhar aquele título. Aquela libertadores estava maquiada de pó de arroz. Se o Fluminense é um time de gays, nós tivemos uma parada gay antecipada pra julho no Rio de Janeiro. Era , sim, a mais absoluta e profunda convicção de que não haveria de ser diferente. Toda essa dor de cotovelo rememorada em tantas linhas, depois de tanto tempo, de um campeonato fantástico e terrível ao mesmo tempo, foi uma forma de não me punir por ter escolhido esse time. Não me orgulho de ver essa situação deplorável que se abateu sobre as Laranjeiras. Tampouco me envergonho de vestir essa camisa e sair na rua rindo, como se meu time ainda estivesse esperando a final da Libertadores. Até numa coisa inicialmente fútil como um entretenimento movido a bola e 22 marmanjos, conseguimos encontrar uma razão de orgulho. Desapontamentos, intempéries, vexames, ridículo, fazem parte do jogo (com o perdão do trocadilho sem graça). Mesmo que, tratando-se do Fluminense dos últimos anos, isso seja mais regra do que exceção. Não conseguia entender o fascínio que essa bobagem poderia exercer num ser humano que tem tantas coisas práticas e mais importantes no dia a dia pra resolver. A vida por si só é uma selva, imagina ter que dividir suas frustrações com um time de futebol, que enriquece os outros, não te remunera por sofrer, e talvez alguns ainda saiam rindo mesmo após uma derrota. Afinal, a janela foi aberta e uma transferência milionária para o exterior é muito bem-vinda, obrigado! O passado é como o nome diz, PASSADO. Vida nova aos vice-heróis! Para além das questões materialistas, existe a paixão, essa coisa arrebatadora, sem definição exata, que nos leva a ter sentimentos animalescos e voltarmos durante 90 minutos a ser primatas movidos por prazer e dor, sem lógica, sem raciocínio. E que não faz de nós inferiores, mas muito, MUITO mais humanos. Entendo quem não sente esse tipo de coisa, porque eu mesma cheguei a ter pena de ‘’tais alienados’’. Depois de chorar feito uma criança durante vários dias, sentir o vazio comparável à perda do mais acalentado e esperado dos presentes, que nunca veio, mas que durante duas semanas de espera, esteve conosco, até ser levado embora a 2.850m de altitude. Não tenho vergonha de parecer ridícula. Ou ser. O time todo foi embora, faríamos o mesmo no lugar deles. Mas como somos apenas torce ’’dores’’ e não ‘’nos transferimos”, ficamos aqui, enquanto esperamos não ser rebaixados, à espera que um novo eclipse como o de 2 de julho de 2008 volte a acontecer. Quem sabe...


“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos” (Nelson Rodrigues)

Thursday, August 20, 2009

Depois de 5 anos, devidamente apagados os registros vencidos pelo tempo, recomeço aqui a exercitar a via de mão-dupla mais eficiente de que disponho. Enquanto espero poder entreter a quem vá posar os olhos por aqui, minha natural ânsia ególatra de boa e fiel leonina, que evidentemente fala mais alto, há de transformar estas palavras numa espécie de liquidificador de minhas perturbações, cuspidas com raiva ou simplesmente escritas num impulso patético de querer provar aos outros que eu sou capaz de trazer assuntos válidos às mentes que me acompanharem enquanto me faço pensar que sou uma boa escritora. Depois de muitos blogs fechados a senha e consciência individual, decidi publicar este. Afinal, por mais obscuro, controverso, de gosto duvidoso, necessariamente auto-alusivo, qual a graça de escrever sem que os outros possam ler? Poderia (ou deveria), em vista de tratar de assuntos tão pessoais, ser algo mais discreto ou menos divulgável. Mas nesta narcisística era de twitters, orkuts, facebooks e aparentados, cultuando o ânimo mais profundo do ser humano de aparecer e ser por isso apreciado (ou ao menos, ''percebido''), não me furtarei a entrar nesta onda, muito menos me culparei por parecer fútil e tola. Ainda que de uma forma mais modesta, sem fotos de bebedeiras, sem comentários comprometedores (a não ser os meus próprios), enfim, dentro de minha personalidade questionavelmente ( e eu entendo o porquê da dúvida ) reservada. Como diz meu bom amigo Max, economizando analista às custas do google! =)

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