"Entretanto, não me confunda..." (Friedrich Nietzsche)

"Mostre-se sem medo. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo, e a vida é pra se mostrar. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais se perca no caminho." " É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se ao fracasso, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota!"

Thursday, November 26, 2009

Para que, afinal, eles querem dinheiro?


O bem material está, especialmente em culturas em que o consumo ostentador é valorizado, intrinsecamente ligado à boa imagem que o indivíduo quer projetar para o exterior, seja para os familiares não ligados ao círculo nuclear, seja para os amigos, ou para os pares no mundo profissional. Mas principalmente como uma maneira de demonstrar potência, comparativamente à época em que o poder era medido pela virilidade e pela força. Carros conversíveis, apartamentos à beira-mar, consumo ostensivo em cassinos, resorts luxuosos, clubes de campo, tudo quanto mais exclusivo for, fazem parte de um mecanismo utilizado pelo homem moderno para demonstrar valor aos que o rodeiam. Mais do que satisfação pessoal, a aquisição de bens, principalmente quando estes excedem os limites do suficientemente confortável, está ligada à mensuração que o homem faz de si mesmo - e que potencialmente, os outros farão dele -, no quanto ele está acima de seus eventuais “oponentes”. Em uma sociedade cada vez mais competitiva, individualista, e voltada para o consumo e para o tangível, é cada vez mais fundamental demonstrar capacidade e valor, até mesmo como um meio de sobreviver ao chamado “capitalismo selvagem” (sublinho, não necessariamente negativo). Características essas fundadas naquilo que se pode efetivamente conquistar, invariavelmente por meio do dinheiro, que é essencialmente uma maneira – ainda que distorcida – de se mostrar ao mundo e àqueles que o desconhecem, do quanto tal indivíduo pode dispor. Na verdade, conquistas financeiras estão diretamente ligadas a capacidade intelectual, expertise, pioneirismo, sagacidade, iniciativa, auto-estima, talento, confiança, entre outros atributos subjetivos bastante valorizados e apreciados atualmente. Expor bens materiais não seria mais do que uma maneira ostensiva de demonstrar destaque social e até um certo diferencial individual. Na esteira disso, há outras conquistas que, elas sim, seriam primordialmente valorizadas pelo espírito do homem, como conexão afetiva, admiração social, respeito dos pares e, em certa medida, até mesmo boa saúde, dependendo do caso. Afora as questões de conforto e comodidade, que não poderiam deixar de serem citadas como essenciais na vida de um indivíduo que se acostuma com o luxo e a riqueza, todas as aquisições são mais uma forma secundária de buscar o fundamental, que permeia todas as necessidades humanas acima citadas.

Saturday, November 14, 2009

Em homenagem ao twitter e à minha recorrente falta de paciência e criatividade, que já dura tenebrosos 2 meses, vai uma de 140 caracteres ou menos ... " Se a atmosfera cobrasse conta de luz, o Rio de Janeiro já estaria em concordata.'' =)